Sexta-feira, sol nascendo, pássaros cantando… e dois vereadores de Brumado descendo o sarrafo logo cedo.
Vanderlei Boca e Alípio “Porrada” acordaram inspirados e resolveram fazer o que muita gente pede todo dia nos grupos:
mostrar a sujeira escondida debaixo do tapete.

Dessa vez o palco foi o almoxarifado da SEMEC, onde a dupla descobriu — com câmera na mão e indignação no peito — um cenário digno de filme de terror administrativo: dinheiro público jogado fora em caixas e caixas de material abandonado.
O vídeo já viralizou e veio com legenda afiada:
“O povo Brumadense precisa saber das atrocidades da antiga gestão. Fica a indignação: por que não foram distribuídos? Quem foram os beneficiados?”

E não era papo de vereador querendo biscoito, não.
Era imagem de notebook encaixotado, ainda no plástico, apodrecendo como se fosse lixo eletrônico.
300 notebooks novinhos, da marca Positivo, comprados — adivinha? — com o seu dinheiro, meu caro contribuinte.

Vanderlei, sem economizar no veneno, disparou:
“Sempre fui impedido de entrar aqui. Até que enfim conseguimos mostrar a verdade. Eles diziam que ‘educar é libertar’… Só se for libertar do bom senso mesmo!”
Do lado dele, Alípio Porrada reforçou o coro:
“Tô aqui com Boca mostrando o verdadeiro descaso. Tudo encaixotado, esfarelando, enquanto os alunos que mais precisavam estavam sem nada. Isso é uma vergonha.”

Mas calma que tem mais:
Além dos notebooks defuntos, ainda foram encontrados:
Bolsas para professores, novinhas no saco plástico, largadas e nunca entregues.
Revistas educacionais, caixas fechadas, que podiam ter sido usadas pra melhorar a educação e hoje não servem nem pra fazer peso de porta.

Enquanto a população pedia lousa, merenda e computador decente, a antiga gestão preferia guardar material no almoxarifado como quem coleciona relíquia inútil.
E a revolta dos vereadores não ficou só na denúncia:
“Os responsáveis têm que pagar por esses crimes. Isso aqui é dinheiro público jogado fora!”
disse Boca, endossado por Porrada, que já deixou o recado: essa história ainda vai dar muito pano pra manga (e pra denúncia no Ministério Público também).
No fim das contas, o povo de Brumado acordou com uma lição amarga:
Enquanto vendiam o slogan “Educar para Libertar”, estavam era prendendo notebook no cativeiro da incompetência.
E agora, quem vai libertar o prejuízo?




