Pois é, minha gente, pasmem: em Brumado, aconteceu o improvável — uma lei que realmente facilita a vida de quem mais precisa.
Sem precisar bater na porta do SUS todo ano, sem correr atrás de laudo como se fosse senha de show da Lady Gaga.

O prefeito Fabrício Abrantes (Avante) sancionou no último dia 9 de abril a tão esperada Lei nº 2.030/2025, de autoria do vereador Harley Lopes, que deixa os laudos médicos do TEA e de deficiências permanentes com validade… adivinha? Indeterminada.

Sim, você leu certo. Indeterminada.
Quer dizer que agora, quem tem diagnóstico definitivo, não precisa mais provar de tempos em tempos que continua autista ou deficiente — como se fosse gripe que passa.
A nova lei é um tapa na cara da burocracia burra, que exigia que famílias já sobrecarregadas com rotina médica, adaptação e preconceito ainda tivessem que renovar papelada como se a condição mudasse com a lua.
E o melhor: vale laudo da rede pública e também da rede privada.
O importante é ter critério técnico — e não o carimbo mágico da fila de madrugada.

Mais um detalhe que faz dessa lei um alívio: se você já apresentou o laudo na escola municipal, pronto. Chega de ficar imprimindo tudo de novo.
O papel agora vale pra sempre ali dentro. Um avanço que parece simples, mas que quem vive o perrengue da inclusão sabe o quanto pesa.
Resumindo em bom brumadês:
essa lei veio pra respeitar o tempo de quem já vive correndo contra ele.
E antes que alguém venha dizer que “é o mínimo”, a gente concorda:
é o mínimo, mas nem todo mundo faz. E quando faz, a gente reconhece.

E se for pra aplaudir política pública boa, a gente aplaude mesmo — com as duas mãos e sem dó.
Porque tem hora que não é sobre política, é sobre humanidade.
E dessa vez, Brumado deu aula.




