Uma viagem que deveria ser tranquila acabou se transformando em um verdadeiro pesadelo para uma passageira que veio visitar a família do noivo em Brumado (BA). Ao desembarcar, a mulher tentou retirar sua bagagem com o tíquete da empresa Novo Horizonte, mas o funcionário responsável afirmou não saber onde estava o pertence.
Segundo a passageira, o atendente a ignorou diversas vezes, limitando-se a dizer que “a mala não estava lá”, enquanto atendia outros passageiros. Desesperada, ela procurou o motorista, que respondeu de forma ríspida:
“Moça, não sei de mala sua não, vai ver com o rapaz do guichê.”
O problema é que o mesmo funcionário do guichê era justamente quem retirava as malas. Sem demonstrar empatia, ele apenas sugeriu que a mulher ligasse para a central da empresa e registrasse a bagagem como perdida. Em pânico, ela relatou que dentro da mala havia dinheiro, encomendas de clientes e objetos pessoais.

Diante da falta de responsabilidade dos funcionários, a passageira afirmou que só deixaria o local com a presença da polícia. A situação só recebeu atenção após a chegada dos sogros, quando a empresa começou a se mobilizar. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a mala acabou sendo encontrada dois dias depois, quando outra pessoa percebeu ter ficado com o item por engano e o devolveu.

O prejuízo, no entanto, já estava feito: a passageira perdeu vendas, precisou devolver dinheiro e, devido ao estresse extremo, sofreu um derrame ocular, ficando temporariamente cega de um olho. Segundo ela, será necessária uma cirurgia para recuperar a visão, que deverá ocorrer em Guanambi.
A mulher contou ainda que o problema a impediu de manter compromissos pessoais e profissionais, inclusive uma viagem e os preparativos para o casamento no início do próximo ano.



