Na véspera do Dia do Trabalhador, Brumado acordou com uma notícia que parecia até milagre urbano:
o esgoto lendário da Rua da Maçonaria foi finalmente tampado.
Sim, aquele mesmo que já fazia aniversário, já tinha CPF próprio e já era mais conhecido que vereador em época de eleição.
Foram meses de sofrimento, catinga, mosquito, lama e buraco.
Os moradores da região viviam em um verdadeiro teste de resistência.
Não passava carro, não passava gente e, dependendo da chuva, nem esperança.

Mas eis que o grande dia chegou:
o secretário Vander Luís, conhecido por botar a mão na massa sem maquiagem de inauguração, entregou o trecho pronto.
Fez o que a gestão anterior não teve coragem, competência ou vontade de fazer:
fechar o esgoto e devolver dignidade à rua.

Pra quem não sabe, aquele esgoto ali é raiz, é histórico, é patrimônio do abandono brumadense.
Estava estourado desde o ano passado, e todo mundo fingia que não via.
Era tipo “animal silvestre”: a gestão anterior só observava de longe, deixava solto no habitat da incompetência.
Ninguém sabe ao certo como os moradores sobreviviam à catinga, mas é fato que ferro de passar, bom ar e sal grosso não estavam dando conta.

A situação chegou num ponto que tinha mais buraco do que rua, mais esgoto do que calçada, e andar por ali de carro era coisa pra rally Dakar.
Mas agora, acabou o drama.
O canal de escoamento foi recuperado, o paralelo foi recomposto, e a rua, que era um cartão postal do abandono, virou símbolo da reviravolta.
E olha que não foi só um tampão no esgoto:
foi um sepultamento digno de uma era de descaso.

Agora os moradores respiram aliviados — literalmente.
A rua tá limpa, o tráfego voltou e a lenda do esgoto fedido caiu.
E se depender da equipe de infraestrutura,
Brumado ainda vai matar muito fantasma da antiga gestão.


