Brumado viveu um marco histórico na noite desta quarta-feira (30), véspera do Dia do Trabalhador. Mas não foi só por causa do feriado, não.
Foi porque, pela primeira vez em muito tempo, o professor foi valorizado sem precisar fazer greve, cartaz artesanal ou bater panela.

O prefeito Fabrício Abrantes (Avante) encaminhou para a Câmara o projeto que concede reajuste salarial de 5% para o magistério, acima do piso nacional.
E tem mais: retroativo a janeiro, ou seja, com atrasados pra cair direto na conta.
Quem tem boleto já respirou aliviado.
Somando com o decreto de janeiro (que já tinha dado 6,27%), o acumulado chega a 11,27% de aumento só este ano.
Isso mesmo. Em tempos de crise, Brumado está fazendo o que muita capital não consegue:
valorizando professor com número e não com discurso bonito.
E os cuidadores de creche?
Receberam 11,5% de reajuste.
Enquanto em outras cidades o povo da creche mal ganha “bom dia”, aqui tá ganhando valorização de verdade.

Mas como em Brumado o problema nunca é o resultado, e sim o recalque…
Veio logo a turminha do contra.
O investigador atrapalhado, que resolveu dar explicação do próprio voto, foi desmascarado em plenário pelo vereador Vanderlei Boca, que não perdoou:
“A gestão passada deixou o salário defasado em 26% e nunca fez nada. Agora querem dar aula de valorização com 5% no contracheque?”
E aí entra o Maguinho, ex-secretário da antiga gestão, atual vereador e eterno porta-voz da incoerência.
Criticou os 5% dizendo que era pouco, que devia ser 11% pra todo mundo — mas esqueceu que na gestão dele o reajuste era só conversa de bastidor e promessa em ano ímpar.

Maguinho basicamente abriu a própria caixa-preta.
Confessou que o reajuste nunca veio no tempo dele, mas agora quer exigir milagre com responsabilidade fiscal em dia.
E pra fechar com chave de tapa de luva, Vanderlei Boca ainda soltou a resposta pro colega Aroldo Meira, que parece ter entrado no bonde errado:
“É humanamente impossível dar 26% pra todos os funcionários da prefeitura. Isso aqui é gestão séria, não é jogada de palanque. Quem vai pagar essa conta? O Mago das Finanças?”

Enquanto uns choram e falam em mágica, a gestão segue fazendo o dever de casa: pagando o que é justo, valorizando quem merece e mantendo as contas equilibradas.
E pra quem não entendeu ainda:
o professor de Brumado foi valorizado de verdade.
Não é promessa, é projeto aprovado.
E vai cair no pix.
