Essa semana foi de latido, relincho, buzina e muito zap…
Teve cachorro atacando na rua, acidente com cavalo solto e morador dizendo que não consegue mais andar nem na calçada sem medo de levar mordida ou coice.
Mas calma, que a prefeitura agora reagiu com mais que nota de repúdio: reagiu com lei no Diário Oficial.
O prefeito Fabrício Abrantes sancionou, no último dia 30 de abril, a tão esperada Lei nº 2.032/2025, que cria o Programa Municipal de Castração e Bem-Estar Animal, carinhosamente apelidado de Projeto Madona —
e se for igual a cantora, promete fazer história mesmo.

O projeto é de autoria do vereador Rubens Araújo, defensor da causa animal que não dorme quando vê cachorro largado ou cavalo atravessando avenida como se fosse ciclista.

A lei é clara, direta e sem mimimi:
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Vai ter castração gratuita pra cães, gatos, cavalos, porcos e tudo que respira e anda sem guia.
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Vale pra gente de baixa renda, ONG cadastrada, ou quem tem histórico de resgate.
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Bicho abandonado em situação de emergência vai ter prioridade.
Mas não é só de carinho e vacina que vive essa lei.
Ela vem com chicote também.

Abandonou o animal na rua? R$ 200 de multa.
O bicho foi recolhido e ficou no centro de acolhimento?
R$ 100 por dia.
E se for um cavalo ou boi e você sumir por 15 dias?
Adeus, amigão. Vai pra leilão ou doação.
E não adianta fingir de doido.
A prefeitura vai ter fiscalização, Disk Denúncia, parcerias com clínicas e ONGs, e vai montar um centro de acolhimento com atendimento veterinário público.
Agora sim, a conversa é outra:
tem lei, tem multa, tem castração e tem responsabilidade.
Porque cuidar de animal não é só dar ração e botar nome fofo —
é respeitar o espaço dos outros, proteger a saúde pública e não transformar a rua num canil a céu aberto.
Depois de tanta reclamação no zap e tanto bicho solto parecendo parte do trânsito, a lei chegou na hora certa.
Agora é torcer pra que ela saia do papel — e entre de verdade na cabeça do povo.



