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Véspera do Dia do Trabalhador e o povo já tá na labuta: denúncias pipocam, vandalismo corre solto e a paciência da população tira folga

É véspera de feriado, mas em Brumado o clima tá longe de descanso.

Amanhã é o Dia do Trabalhador… mas quem trabalha mesmo é o povo tentando resolver os problemas da cidade — e os secretários tentando apagar incêndio.

O direct do Brumado Alerta virou central de denúncias, e a pauta do dia é simples:

desabafo, revolta e vandalismo em dose dupla.

Olha o que chegou só pela manhã:

“Estão abrindo as caixas de passagem de cabo das praças e furtando os cabos, deixando as iluminações sem funcionar. Praça da Ana Lídia e da rotatória da João Paulo.”

Ou seja, nem a fiação escapa. O povo quer luz, o vândalo quer cobre.

E tem mais:

“Na avenida Ana Lídia tem um retardado botando fogo nos lixos da rua.”

Sim, isso mesmo. No meio do calor de outono, ainda tem doido achando que tá em São João.

“A porta do Pré-2 no Caic tá caindo. Posta aí antes que caia em cima de uma criança.”

Porque, né? A véspera do Dia do Trabalhador também virou o Dia do Risco Estrutural Escolar.

“No bairro São Jorge estão envenenando gatos. Vários apareceram mortos. Quem faz isso não tem alma.”

Daí já saímos do vandalismo urbano pra crueldade nível vilão de novela.

E tem rua escura também, claro:

“Descendo a ladeira dos Parente tá tudo escuro. Entrada do Irmã Dulce parece túnel do terror.”

“Os paralelos quebrados, risco de acidente. Fruto da gestão passada.”

Pois é. A herança maldita tá cobrando — com juros e IPVA vencido.

E como se não bastasse:

“Rua Leobino Santos tá há mais de uma semana sem água. Quando cai, é fraca, não sobe pras caixas. A Vila Presidente Vargas pede socorro.”

Mas teve gente da oposição que tirou foto sorrindo com a Embasa como se resolver falta d’água fosse questão de tirar selfie.

Resumo da ópera: quarta com cara de sexta, caos com cheiro de combustão e cidadão cansado parecendo funcionário de plantão.

E no meio disso tudo, os secretários correm.

Literalmente.

Vander Luís, o engenheiro que virou maratonista da infraestrutura, resumiu bem:

“Precisamos avançar, mas também temos muito o que corrigir.”

E ele não mentiu.

Porque enquanto a prefeitura corre pra tapar buraco, esticar poste e resolver pendência, tem gente fazendo o favor de atrapalhar.

Furtam cabo, tocam fogo, envenenam animal e depois ainda vão cobrar no zap como se fossem os anjos da consciência urbana.

A cidade abandonada pela gestão passada virou um quebra-cabeça gigante, e cada denúncia é mais uma peça solta no meio do caminho.

Mas uma coisa é certa:

se depender do povo, a denúncia não falta.

Agora, resta saber se o senso coletivo vai sair da gaveta e ajudar a reconstruir, ou se vai continuar tacando gasolina no fogo — e depois reclamando da fumaça.

 

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